6.10.11

Sonhos Que Matam, segundo

(...)
Do meio de um sonho, estava eu rodeado de amigos. Estava com a sensação de conforto de que não precisava de absolutamente coisíssima nenhuma. Até que aparece uma amiga minha. Admito que o nosso relacionamento tenha crescido à volta duma cumplicidade amorosa, só que nunca tínhamos levado para esse lado. O grupo estava sentado e de repente, com o caminhar dela em minha direcção, ganho a sensação de estar no centro das atenções. Ao vê-la aproximar-se, perco-me na sua imagem, o sorriso dela parece desvanecer, e os nossos olhares tocam-se. Ela baixa-se e senta-se na cadeira que está à minha beira. O contacto ocular permanece intacto durante uma porção de tempo que parece horas, vejo que os seus olhos baixam em direcção aos meus lábios. A decisão estava feita, portanto atirei-me aos seus lábios. Num beijo que parecia infindável, seguiu-se outro e outro após esse. A anterior sensação, que outrora era de conforto máximo, era derrotada, pois esta, então, era ambrósia para o apetite da minha pele. Deixei-me consumir pelo seu néctar e desprezei a presença das amizades em redor, mas chegado o tempo de abrir os olhos, só sobrávamos nós dois e um grande cenário de papel branco à nossa volta. Apercebi-me que o meu cérebro já não estava a acompanhar o sonho, mas sim um sentimento enevoado.

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