20.9.10

O Amor é uma merda, volume 2

O homem abria a porta para o amigo que esperava do lado de fora do quarto.
 - É ...! que estás aqui a fazer sozinho? - Dizia o Amigo
 - Estava a pensar com os meus botões e a ouvir música - Tirava os headphones dos ouvidos.
 - Pensavas sobre o quê?
 - Nada de importante.
Na verdade era algo importante. Em casa tambem estava uma amiga muito próxima de ambos. O homem olhava-a com olhos diferentes, ocorria-lhe que nela, algo acontecia de outra forma, havia ali qualquer coisa. Era nela em que estava pensar. Contar ou não lhe contar que ali havia magia?
 - Claro que é! Conta lá ao amigo, o que é que se passa.
 - Não é nada companheiro, não te preocupes comigo.
E ouvia-se alguem a bater à porta:
 - Posso entrar?
 - Claro, claro - Sorria abertamente o homem, ao ouvir a voz familiar. Era a tal amiga que estava do outro lado da porta.
Nisto, abria a porta, a amiga entrava e fechava a porta e lançava-se aos braços do homem, abraçando-o.
 - Tantas saudades assim? - Ria-se o homem. - Junta-te à reunião, parceiro.
E ele abraçava o amigo por trás, chegando com as mãos às costas da amiga mutua. E mesmo ao pé do ouvido do homem, sons de beijos eram recebidos e traduzidos para o cérebro do homem. Dali o homem se afastava, sentou-se a um canto, pôs os headphones nos ouvidos e ficava a ver os amigos a beijarem-se. Naquele dia um homem (magoado) tornou-se num Senhor. Céptico.

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